Colheita de flores

Colheita de flores

terça-feira, 3 de maio de 2011

FLÁVIO GIKOVATE





                                            ROSAS ROSAS
                                               vendido


"Não é apenas o avanço tecnológico que marcou este milênio.
As relações afetivas tambem estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito do amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista, individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais um relação de dependência em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada  a desaparecer neste inicio de século.
O amor romântico passa da premissa de que somos fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
 Muitas vezes acontece até um processo de despersonalização que históricamente
tem atingido mais a mulher.
Ela abandona suas caracteristicas, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos tambem vem dessa raiz:  o outro tem que saber fazer o que eu não sei. Se sou manso ele deve ser agressivo , e assim por diante.
Uma idéia prática e de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é uma coisa bem diferente.
Com o avanço tecnológico , que exige mais tempo individual , as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sózinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro com o qual se estabelece um elo, tambem se sente uma fração.
Não é princípe ou salvador de coisa nenhuma.
É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo  e depois tem que ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria: ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor,  tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros e não a união  de duas metades.
E ela só é possivel aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o individuo for competente para viver sózinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sózinho não é vergonhoso.  Ao contrário dá dignidade a pessoa .
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sózinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessão exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único .
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. 
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea  e, na verdade,  o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sózinha de vez em quando,  para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão o indivíduo entende, que a harmonia e a paz  de espiríto só pode ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro.
Ao perceber isso.  ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto as diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes temos que aprender a nos perdoar a nós mesmos.....
(Flávio Gikovate - médico psicanalista)

No sul da Africa é usado um cumprimento :  "SAWABONA"
que quer dizer:
"EU TE RESPEITO EU TE VALORIZO VOCÊ É MUITO IMPORTANTE PARA MIM" 
E em resposta as pessoas dizem:" SHIKOBA " que é:


"ENTÃO EU EXISTO PARA VOCÊ".