sábado, 19 de fevereiro de 2011

O MEDO DO AMOR - MARTHA MEDEIROS

                                                       PAISAGEM DO RIO 2
                                                            1,00 X 0,80 CM
                                                                VENDIDA
"Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar:  medo da violência, da inadimplência, e a não menos temida  solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não o medo de amar se instala em nossas vértebras e a gente sabe porque.
O amor , tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba.  Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou  simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vai saber o que  interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo,  desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor prá cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em sí próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua, para esquecermos essa violência  vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade.   Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido,  músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos,  a boca vazia.  Nada de bom está acontecendo, mas tambem nada de ruim.
Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos .
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência  mas sabendo que para sempre é impossivel recusá-lo."
(Martha Medeiros)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

MINHAS PINTURAS

                                               VASO DE FLORES COLORIDAS
                                                    TELA:   50X 60 CM
                                                      VENDIDA


                                                CAMPO DE FLORES  XXV
                                                   TELA:   50 X 60 CM
                                                     VENDIDA


                                                       COLHENDO FLORES
                                                          TELA:  50 X 60 CM
                                                             VENDIDA

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CECILIA MEIRELES - A ARTE DE SER FELIZ


                                                  ROSAS VERMELHAS E BRANCAS
                                                                   vendida
A ARTE DE SER FELIZ

"Houve um tempo que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno  jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas   as manhãs  vinha um pobre com um balde
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas,
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Maribondos que sempre me parecem personagens  de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem
outros que só existem diante das minhas  janelas, outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para podê-las ver assim.
(Cecília Meireles)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Artur da Távola - AMOR MADURO

                                                      FLORAL DE ROSAS

O AMOR MADURO
"O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas silencioso.
É mais definido colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações.
Presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas.
Amplia-se com as ausências significativas.
O amor maduro tem e quer problemas,sim, como tudo.
Mas vive dos problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir, o bem, o prazer.
Problemas de infelicidade não interessam ao amor maduro.
Na felicidade está o encontro de peles,  o ficar com o gosto da boca e o cheiro do outro- está a compreensão antecipada,  a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos  silenciosos da percepção, o prazer de conviver,  o equilibrio de carne e de espirito.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois, vive do que fermentou, criando dimensões  novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.
Ele não pede, tem.
Não reivindica, consegue.
Não percebe, recebe.
Não exige, oferece.
Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz."
(Artur da Távola)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO 2011

                                                     CAMPO DE FLORES VI
                                                    TELA   50 X 60CM  -  OST              


ANO NOVO

"Todo fim de ano, é a mesma coisa.
No dia 31 as pessoas são tomadas por uma emoção contagiante, que provoca muito mais intranquilidade, angustia e depressão do que alegria de viver e uma grande festa.
Espera-se que, ao transcorrer a noite do último dia do ano, o mundo renasça, trazendo melhores dias, cheios de paz.  Espera-se encontrar um novo amor,  arranjar aquele emprego, conseguir pagar aquelas dívidas.  Planejamentos  radicais  nos sugerem passar o passado a limpo. Expectativas muito altas carregam nos seus pacotes o peso da ansiedade.
Porque se deixar levar por um simples decreto de calendário e acreditar que, a partir de 1º de janeiro, as coisas deverão mudar?
Por que  escolher  o último dia do ano, como se fosse o último de nossa vida, prá fazer um verdadeiro balanço,  dos bons e maus momentos  vividos?
Por que nos dias das grandes festas as tristezas são lembradas com mais intensidade?  Porque não festejar as vitórias, mesmo que sejam poucas?
Meu Deus! quanta peninha  tem de sí mesmas as pessoas, com tendências a se sentirem vitimas do destino!
O revéillon é um dia só! ou melhor é uma noite só!
E, no entanto,  é capaz de causar tanto estrago na mente sofredora daqueles que têm  o costume de rever o lado ruim do passado.
Você dorme num dia e, se estiver vivo, acordará no outro como acontece todos os dias  e verá que tudo continuará com antes. È a rotina.
Se você tivér equilibrio emocional, repare que aquela imagem que está lá fora, na sua frente, continua lá .
Aquele sol  brilhante se abriu, como sempre se abre nos dias ensolarados; a chuva continua a cair, se assim tiver que ser, nos dias chuvosos de verão.
O que mudou? você mudou?
Em qualquer dia do ano surge um "novo amanhecer" e com ele chances de uma nova conquista.
Precisamos praticar a mudança de hábitos.  Todas as manhãs, ao abrirmos os olhos, devemos dar bom dia ao dia que nos é presenteado, pois ele poderá ser o dia da mudança.
Se não buscarmos as mudanças necessárias, tudo continuará como sempre. E não vai ser no dia 31, que a transformação se fará por força do calendário.
Já passeis muitos réveillons em festas, observando pessoas felizes, de "caras limpas" e de tantas outras de olhares tristes, sorrisos de retrato e com copo na mão.
Em muitas noites do dia 31, já dormi abraçada ao meu amor.
Em outras, "festejei",as noites preferindo abraçar o travesseiro.
E foi num dia qualquer do mês de maio, que escolhi mudar de vida!  E foi aí que um "Ano Novo", chegou para mim!  Aconteceu antes.... ou será que foi depois?
Chega de fazer parte dessa imensa legião , que obedece às leis dos homens e segue os dogmas de uma sociedade que pensa em bloco.
O calendário é feito de folhas de papel.
O bom disso é que todos os dias podemos virar a página."
(Lou Micaldas/Anna Eliza Fürich)

domingo, 12 de dezembro de 2010

CRONICA DE LUIZ FERNANDO VERISSIMO

                                                 VASO VERDE COM ROSAS
                                                        vendido

"Minha mulher e eu temos um segredo para fazer nossso casamento durar:
Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida
e um bom  companheirismo.  Ela vai  às  terça-feiras e eu vou ás quintas.
Nós tambem dormimos em camas separadas: a dela em Fortaleza e a minha, em SP.
Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.
Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento, "em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse.  Então sugeri  a cozinha.
Nós sempre andamos de mãos dadas....
Se eu soltar, ela vai as compras!
Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo eletrico.
Então, ela disse: "nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar para sentar".
Daí, comprei prá ela uma cadeira elétrica.
Lembrem-se: o casamento é a causa numero 1 para o divórcio. Estatísticamente 100% dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a "senhora certa".
Só não sabia que o primeiro nome dela era "sempre".
Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas, tenho que admitir: a última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: "o que tem na TV?"
E eu disse: "Poeira"
(Luiz Fernando Verissímo)

domingo, 5 de dezembro de 2010

MARTHA MEDEIROS

                                                             PAISAGEM  VI

"Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem à constantes perseguições do que ainda não sei.  Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo mas me sinto."
(Martha Medeiros)

PINTURA ACRILICA ABSTRATA

Olha no teu jardim as rosas entreabertas e nunca as pétalas caídas...Observa em teu caminho a distância vencida e nunca o que ainda fal...